terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Conheça as verdades e mentiras sobre o Ovo


Ele passou décadas com fama de bandido. Mas foi absolvido e provou que é um ingrediente poderoso, capaz de ajudar a reduzir o colesterol e a emagrecer. Duvida? Veja as razões para ele ter se tornado o novo queridinho da alimentação saudável.

Alto benefício e baixo custo 

coma um ovo por diaConstatado tal fato, passou-se a dar mais destaque ao valor nutricional do alimento que, além de saboroso, é de baixo custo. Trata-se de uma excelente fonte de vitaminas A e do complexo B e de carotenoides, que colaboram na prevenção de doenças degenerativas. Também é rico em minerais, como ferro, fósforo, selênio e zinco. E, segundo o nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), o valor nutricional de sua proteína pode ser comparado ao do leite materno, pois contém todos os aminoácidos essenciais.
E quanto ao limite no consumo? “Considerando uma alimentação saudável, o recomendado seria até uma unidade por dia”, orienta a nutricionista Maria Gandini, da RG Nutri Consultoria Nutricional. Entretanto, mesmo com a absolvição, parece que o ovo ainda enfrentará algumas polêmicas. Há poucos meses, a revista científica americana Diabetes Care publicou um artigo que acusa o alimento de elevar o risco de diabetes do tipo 2 em 77% entre as mulheres e em 60% entre os homens. Ribas Filho aponta que este estudo é apenas preliminar e que ainda há outros sendo realizados sobre os benefícios do alimento. Portanto nada de alarde. O especialista recomenda seu consumo (desde que sem exageros), já que o alimento possui nutrientes essenciais ao funcionamento do organismo.

AUMENTA O BOM COLESTEROL (HDL)

Segundo a nutricionista Maria Gandini, um ovo contém 213 miligramas (mg) de verdadecolesterol, ou seja, quase o total da ingestão diária recomendada pela Associação Americana do Coração, que é de 300 mg. Entretanto, ela ressalta que nem todo colesterol ingerido tem como destino certo o entupimento das artérias. “A substância participa de funções importantes no organismo, como formação de hormônios”, explica. De acordo com o cardiologista Wilson Salgado Filho, médico assistente da Unidade Clínica de Lípides do Instituto do Coração (Incor), apenas 1/3 do colesterol do ovo é absorvido pelo organismo. Maria lembra que algumas pesquisas têm apontado uma ação inusitada: seu consumo aumenta a quantidade de HDL (colesterol bom), que é considerado um fator preventivo contra a aterosclerose (quando placas de gorduras se formam nas paredes das artérias). Segundo o nutrólogo Durval Ribas Filho, pesquisadores japoneses já divulgaram estudos que reforçam essa tese. “Os trabalhos mostram que, apesar de haver um aumento do LDL (colesterol ruim) com o consumo diário de ovo, há também um aumento do HDL, o que é compensador”, comenta.

AUMENTA A INCIDÊNCIA DE DOENÇAS CARDIOVASCULARES

Como já foi dito, houve um grande movimento de pesquisadores para tirar o ovo domentira banco dos réus. E todos reuniram provas suficientes para absolver o alimento da grave acusação de ser o vilão do coração. Ficou comprovado que não existe relação entre o colesterol presente no ovo e o aumento das taxas de gordura nociva ao organismo. Tudo graças a pesquisadores que parecem nunca terem se conformado com a má fama do ovo. É o caso de Frank Hu, epidemiologista nutricional da Escola de Saúde Pública de Harvard (EUA), que confirmou, após alguns estudos, que comer um ovo por dia não aumenta o risco de ataque cardíaco ou derrame. Ao avaliar, por um período de dez anos, cerca de 120 mil homens e mulheres saudáveis, o cientista concluiu não haver diferença significativa de risco entre os que comiam sete ovos por semana e os que comiam apenas um. Segundo ele, outros nutrientes existentes no ovo compensam ou anulam o perigo representado pela taxa elevada de colesterol. “Hoje, sabemos que, quando dosamos o colesterol do sangue, ele reflete muito mais a ingestão de gorduras saturada e hidrogenada; estas, sim, verdadeiras vilãs, pois aumentam o LDL (colesterol ruim) e o risco de doenças cardiovasculares”, afirma o endocrinologista Ricardo Martuci, de São Paulo. O ovo é rico em colesterol e pobre em gordura saturada, isso o exime da culpa de causar doenças cardiovasculares. O cuidado maior fica para diabéticos e aqueles que já sofreram infartos (consumir apenas três unidades semanais).

AJUDA A MANTER OS MÚSCULOS

Se a ideia é ganhar ou evitar a perda de massa magra, o ovo pode ser um grandeverdade aliado. Na clara, mais especificamente na ovoalbumina (proteína da clara), há uma boa quantidade de leucina, um aminoácido utilizado em suplemento nutricional que evita a perda de musculatura e é consumido por alguns atletas. Na gema, a leucina também aparece, mas em pequena quantidade. “Por muitos anos, praticantes de atividade física de força e velocidade atribuíam a melhora no desempenho ao consumo de ovo, principalmente da clara, que é isenta de gordura e rica em proteína. Hoje, sabemos que isso se deve ao fato de o ovo proporcionar a mistura ideal de aminoácidos essenciais (aqueles que não são produzidos pelo organismo) na quantidade e relação correta para favorecer o crescimento e o reparo dos músculos”, explica Maria Gandini. A nutricionista enfatiza que a prática antiga de comer ovos crus deve ser desconsiderada, pois grandes doses de avidina – substância natural de proteção do ovo – diminuem a absorção de algumas vitaminas do complexo B, importantes na produção de energia e recuperação muscular e ainda podem levar à contaminação por salmonella.

FAVORECE O EMAGRECIMENTO

Alimento de alta saciedade, o ovo faz com que a pessoa fique menos faminta everdade demore mais para voltar a ter fome. A constatação veio de um estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition, em 2005, realizado depois em universidades como a Wayne State University e pelo departamento de Infecções e Obesidade do Centro Médico da Universidade da Louisiana, ambas nos EUA. Todos os trabalhos contaram com a participação de mulheres com sobrepeso e obesidade, divididas em dois grupos. No primeiro, elas passaram um tempo consumindo ovos no café-da-manhã. No segundo, a refeição era feita com o mesmo valor de calorias, porém sem ovos. Os resultados mostraram que as mulheres do primeiro grupo emagreceram até 65% a mais do que as do segundo. E mais, elas também apresentaram uma redução bem maior da circunferência abdominal. A explicação está na saciedade que ele proporciona. A responsável por essa sensação é a proteína presente no alimento. Por conter todos os aminoácidos essenciais, exige uma digestão mais demorada. E tem mais, como a gema é cheia de gorduras monoinsaturadas e ômega-3, consideradas do bem, ajuda a controlar os níveis de açúcar no sangue. Em equilíbrio, evita picos de insulina e aquela vontade louca de beliscar ou comer o que há pela frente.

ALIMENTA A MEMÓRIA E DIMINUI A ANSIEDADE

Na última década, algumas pesquisas também demonstraram que a colina, umaverdade substância nutritiva encontrada em alguns alimentos, é importantíssima para melhorar a memória e a capacidade cognitiva e para a formação de novos neurônios. Logo, o consumo desse nutriente é de grande importância para prevenir doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson. E, assim como o amendoim, germe de trigo, fígado, carne, peixe, queijo, repolho, brócolis e couve-flor, a gema do ovo é uma ótima fonte. A colina também é importante durante a gravidez, pois a substância ajuda a fortalecer o desenvolvimento do feto. Um estudo da Universidade Estadual de Iowa, nos EUA, revela que o consumo de colina entre as mulheres grávidas é baixo. Para se ter uma ideia, dois ovos contêm 250 mg de colina, cerca da metade do total de que o organismo necessita por dia. E ainda temos a proteína (mais uma vez ela!) que colabora com a sensação de alerta e afasta a apatia. Por ser uma excelente fonte de triptofano – aminoácido precursor da serotonina, uma substância associada à sensação de bem-estar -, ajuda a acalmar os ânimos, reduzindo a ansiedade, o mau-humor e a irritação típica durante a TPM.

Fonte: lersaude.com.br

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Existem gordinhos saudáveis


Paradoxo da obesidade. Esse é um termo pomposo para designar um fenômeno que as experiências individuais nos obrigam a reconhecer todos os dias. A aparente contradição é citada sempre que algum estudo comprova que quilos a mais nem sempre fazem mal à saúde.
Foi o que aconteceu nesta semana. Um estudo importante demonstrou que ser ativo é mais importante que ser magro. Os pesquisadores analisaram dados de 43 mil americanos. Eles foram divididos em grupos conforme o nível de obesidade e os resultados em testes de colesterol, pressão arterial e condicionamento físico.
Depois de 14 anos, o risco de morte por qualquer causa foi 38% mais baixo no grupo dos obesos considerados saudáveis – aqueles que praticavam atividades físicas e estavam com os exames em ordem. A redução dos óbitos por câncer ou problemas cardiovasculares foi de 30% a 50%.
A condição de saúde dos gordinhos ativos foi semelhante à verificada no grupo dos magros saudáveis, segundo o estudo publicado no European Heart Journal. É isso mesmo: a atividade física é poderosa a ponto de reduzir o impacto dos efeitos prejudiciais da gordura. Os exercícios ajudam na dilatação dos vasos sanguíneos e melhoram a resistência à insulina.
Ao ler sobre esse estudo, me lembrei de uma gordinha que entrevistei certa vez. A história dela e de tantos outros na mesma situação estão sendo cada vez mais investigadas pela ciência. A moça de 25 anos pesava 100 quilos. As dobrinhas na cintura sugeriam que ela fosse uma pessoa pouco disposta, com artérias cheias de colesterol e mil razões para frequentar consultórios médicos. Pois eu estava enganada.
Esse tipo de leitura superficial, baseada apenas na aparência física, é a mesma que leva algumas empresas a descartar candidatos obesos por achar que eles necessariamente têm baixa autoestima, provocam mais despesas médicas e faltam muito ao trabalho. É uma generalização preconceituosa.
Essas observações cotidianas e os estudos recentes – cada vez mais prolongados e sofisticados – demonstram que, em obesidade, as coisas são bem mais complexas do que imaginamos.Mesmo assim, até o momento era perfeitamente saudável. Uma pessoa pode ser gorda, mas ter genes que não favorecem a elevação dos níveis de colesterol e triglicérides, desequilíbrios frequentemente associados a problemas graves como infarto, derrame e morte. Por outro lado, um magro pode ter os genes que fazem esses níveis aumentar muito.
Ninguém deve achar que a obesidade não tem consequências. O problema de ser gordinho é que, com o passar dos anos, o ganho de peso tende a fugir do controle. A obesidade mórbida, essa sim, reduz dramaticamente a qualidade e o tempo de vida.
Isso é um fato e um alerta. Por outro lado, é importante lembrar que aparência física tem pouco a revelar sobre as reais condições de saúde de uma pessoa. Ficar esbelto é uma consequência da atividade física. Mas os benefícios e o prazer que ela pode proporcionar vão muito além do corpinho sarado.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

O Dia da Beleza está de volta à Rede Entrefarma Farmácia Bela Vista


A parceria entre a Bio Extratus e a Entrefarma Cláudio continua produzindo bons frutos. Depois do sucesso do primeiro evento, a Farmácia Bela Vista, Rede Entrefarma, mais uma vez proporcionará às suas clientes o Dia da Beleza. O evento acontecerá na cidade de Cláudio MG e terá a participação dos Consultores de Beleza da marca de cosméticos na Farmácia. Para outras informações, basta ligar para a Entrefarma Cláudio: 0800 037 7878 ou 3381 3592.

As principais marcas de Protetores Solar estão na Rede Entrefarma Farmácia Bela Vista

A Entrefarma Cláudio tem o menor preço em protetor solar

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Rede Entrefarma Verão: Lichia é ótima para dar definição ao abdome



Se o critério para fazer parte da sua dieta, ainda mais no verão, é não pesar na balança, saiba que essa fruta de origem chinesa é uma das menos calóricas, ainda mais se comparada com outras delícias que aportam nos supermercados nesta época de festas de final de ano. 


"A licha tem apenas 6 calorias, o que representa, mais ou menos, 0,3% do que um adulto pode comer ao longo de um dia", estima a nutricionista Raquel Magalhães, do Hospital Copa D’Or, no Rio de Janeiro. Ou seja, se devorar dez unidades suculentas, só irá gerar energia o suficiente para tostar em uma atividade bem simples, como fazer a cama ou arrumar a mala para um final de semana na praia. Algo assim. 


Mas a leveza do fruto não é o único argumento a seu favor na discussão de estratégias antiobesidade. Veja que curioso: um estudo da Universidade de Hokkaido, no Japão, analisou a perda de gordura abdominal em voluntários que receberam extrato de lichia. "Ao fi nal de dez semanas, eles derreteram 15% a mais de gordura na região da barriga do que os participantes tratados com placebo", explica por e-mail, com exclusividade a SAÚDE!, o médico Jun Nishihira, que conduziu a pesquisa. Ele até revelou sua suspeita: o efeito se deve à cianidina. 


A cianidina é um pigmento que tinge a casca de vermelho e, apesar da brancura da polpa, também se faz presente nela, ainda que em quantidades bem menores — mas incrivelmente eficientes na ação sobre as gorduras. "Vale lembrar que não existem alimentos milagrosos para o emagrecimento", alerta Mirian Martinez, nutricionista do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo, ao ouvir a notícia. "A lichia pode, sim, dar uma força se associada a uma dieta equilibrada e à prática de atividade física para cumprir essa função." Não adianta se esbaldar com ela e, em seguida, comer um panetone inteiro, por exemplo. Por falar em se esbaldar, Nishihira não determinou ainda a quantidade ideal de frutinhas a ser consumida para perder centímetros na cintura. Então coma à vontade, sem dispensar acompanhamentos saudáveis.


Outro encanto da lichia é ser uma fonte de vitamina C: com apenas seis frutas, você já alcança a recomendação de ingestão diária do nutriente de um jeito doce, doce... "A vitamina estimula o sistema imunológico, aumenta a resistência às infecções, auxilia a cicatrização de feridas, aumenta a absorção do ferro pelo intestino e evita o envelhecimento precoce", enumera Carla Christimann, nutricionista do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. 


Só que, justamente por ser rica em vitamina C, a frutinha exige alguns cuidados. Quando submetida ao calor ou em contato com a luz, a substância se perde. Por isso, deve ser armazenada em locais frescos e escuros e, de preferência, ser consumida in natura. 


Já o mineral que aparece em maior abundância no fruto chinês é o potássio. "Ele atua no equilíbrio da água do organismo, ajuda no armazenamento de proteínas musculares, na função renal, na contração do músculo cardíaco e no relaxamento muscular em geral", diz Solange Saavedra, gerente técnica do Conselho Regional de Nutrição de São Paulo e Mato Grosso do Sul. O potássio também é conhecido por seu poder anticâimbras e, por isso, pode ser consumido em boas doses por quem pratica atividade física.

Fonte: site Revista Saúde